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Mosteiro da Batalha

29 jan

Oba! Mais um post sobre Portugal neste bloguinho!

O Mosteiro da Batalha foi uma surpresa ótima na minha viagem pra Portugal, primeiro que nem sabia que existia e segundo que não planejei nada disso. Essa era uma das paradas daquele tour que peguei que comentei aqui – ou no twitter, já não lembro – e que me levou até Fátima, Nazaré, Óbidos e no caso, ao Mosteiro.

A parada foi rapidíssima, só para ver o mosteiro mesmo, pois a a cidade de nome Batalha, é bem bobinha, bem não muito importante pra passar o dia todo. Quando fui estava mó chuva – ¬¬ – mas o lugar é tão absurdamente lindo que nem ligamos. Aliás, estava chuva + frio + vento = difícil segurar o guarda-chuva, mas sobrevivi.

Antes de comentar tudo sobre o lugar, deixa eu contar a história do lugar antes, que eu tive que colar do Wikipedia porque não lembrava todos os nomes que a guia falou:

“O mosteiro foi mandado edificar por D. João I como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Este mosteiro dominicano foi construido ao longo de dois séculos, desde o início em 1386 até cerca de 1517, ao longo do reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos.”

Esse mosteiro foi mó “balacubaco” porque toda vez que mudava um rei, mudava alguma coisa, e boatos que tem algumas capelas que ficaram inacabadas, chamadas de “Capelas Imperfeitas”, e que são muito muito bonitas. Não consegui entrar porque a guia não deu tempo suficiente para isso. Quem for de carro ou com um pouco mais de tempo, entra lá e vem me contar como é, pois fiquei ultra curiosa. Essa parte é paga, custa 6 euros e você compra o ticket logo ali na entrada da Igreja, ao lado esquerdo (mas não se preocupe, tem indicações e uma mocinha que fala português – dã – pra indicar pra você caso se perca).

Se não puder entrar lá, saiba que você já vai ficar bem feliz de ver isso tudo:

É muito absurdo de grande e lindo e sem palavras. Ali em volta rola um silêncio também, talvez tenha sido só impressão minha, ou não. Achei muito lindo e digno da parada.

Tem uma sala logo na entrada à direita que tem uns túmulos de uns Reis e tal. Só em viagem que a gente acha “bonito” ver túmulo né? Já pensaram nisso? Fica aí o momento de reflexão.

E não sei vocês, mas eu achei tão Duomo de Milão… não acham? Tirando a cor, claro.



Cascais at night

28 jan

Quando as pessoas vão para Lisboa, todo mundo fala pra ir visitar Cascais e Sintra, NO MÍNIMO, porque é bem pertinho e são super lindas.

Sintra vou falar outro dia, hoje vou me ater só em Cascais. O post é “at night” porque estive lá de noite, e não uma compilação de coisas para fazer a noite.

Na real, obviamente estava tudo fechado, mas a vista foi bem legal, e a cidade estava linda com as luzes amarelas de lá e com algumas decorações de Natal ainda.

Aliás, é em Cascais que fica a “boca do inferno” e leva esse nome porque ali batem ondas fortíssimas e é muito perigoso mesmo estar no mar ali pertinho. Como estava de noite, e o local é no mar, sem luzes, não rolou tirar fotos.

Como estava com uma amiga de carro, ela foi parando nos lugares bacanas. O começo do passeio começou em uma das praias que os lisboetas aproveitam no verão. Segundo ela, o local é point, e todo mundo vai passear com cachorro, dar uma volta, e ficar nos barzinhos no final da tarde.

Por ali tem até um castelo abandonado pra compor o visual.

Continuando o passeio, ela me levou até o centrinho de Cascais, coisa mais fofa do-mundo! Além de ser pequena e gracinha, as luzes lá são amarelas e a vista é muito bonita.

Tem muita loja e restaurante/bar para todos os gostos, mas a maioria estava fechado quando chegamos lá. Já tinhamos jantado, mas me diz, restaurante/bar/pub fechado 23h? Portuga né…

Enfim… caminhando pelas ruas, você acha casas super bonitas que devem ser uma delícia no verão. Além de que toda a numeração e muitos nomes de lugares são feitos nos azulejos, bem típico.

Achei linda a decoração simples de Natal. Igrejas e prédios históricos contornados com luzes. Vai dizer, olha que bonitos:

Seguindo de carro chegamos neste castelo-museu lindissimo também! Minha guia particular disse que não é todo aberto à visitação, apenas uma parte. (eu gosto da Europa porque tem essas coisas feias pra ver no meio do caminho, sabe?)

Logo a frente do castelo, tem o porto que é muito bacana também. Dá pra entrar tranquilamente, ver os barcos, fazer compras ou sentar em algum bar e aproveitar o verão. Como era invernão e noite, estava deserto, mas boatos que fica super lotado na alta temporada.

Ainda por ali, tem o Farol Design Hotel…  suuuuuper legal. Cada quarto, cada cômodo é de um jeito diferente. A diária é bem cara né (de 110 a 250 euros!), somos humildes e só circulamos no hall de entrada e no restaurante, que já foi suficiente para entender toda a vibe do lugar.

Cascais é sensação no verão, com suas várias praias, barzinhos e belas vistas. Mesmo assim adorei ter conhecido a cidade durante a noite!!

Kusmi Tea

20 jan

Esses dias comentei no twitter que tinha comprado um chá em Lisboa e que depois que experimentasse vinha aqui contar pra vocês.

Bom, primeiro deixa eu falar da Delicatessen que comprei o chá. Ela fica na Rua Dom Pedro V (continuação da R. Politecnica), em uma esquina e é absurdamente linda. A dona fica na loja e bem, não foi a pessoa mais simpática do mundo. Na realidade ela deu oi e me deixou olhar a loja com calma sem encher o saco. Quando perguntei se podia fotografar a loja, ela ficou super feliz.

A loja não era só de chás, tinha geléias, massas diferentes, queijos etc. Era lindíssima e cada canto era bem pensado. As embalagens eram super bonitas naturalmente, e empilhadas todas juntas ficavam ainda mais bonitas.

Como era tudo muito lindo e importado, obviamente nada era barato. As embalagens com vários chazinhos eram lindas, mas absurdameeeeeeeeeente caras.

Fui ousada e comprei uma latinha de chá “Kusmi Tea”, marca russa, fundada em São Petesburgo em 1867.

Tinham várias opções, vários sabores. Como o preço era meio salgadinho – 15 euros uma latinha de 125g = R$ 40 – achei melhor não arriscar. Comprei um chá preto com frutas vermelhas e caramelo. Na real achei que fosse ser melhor… não que seja ruim, ele só não tem tanto gosto de frutas vermelhas quanto eu imaginei que tivesse.

Vai ver eu não coloquei muito e por isso o gosto não ficou tão forte. Na próxima vez que tomar vou colocar um pouco mais para ver se faz diferença ou se ele é mais preto do que frutas vermelhas mesmo!

 

Baixa-Chiado Compras Típicas

19 jan

Vamos combinar, post de compra é sempre hit por aqui, e essa região de Lisboa… minha gente… faz mal à conta bancária. No post de hoje vou falar de duas lojas que vendem produtos made in Portugal mesmo e que não são tããão baratinhas assim, mas tenho certeza que vai acabar saindo com uma sacolinha na mão.

Ali na região tem várias ruas não tão movimentadas como a Garrett e a Do Carmo (que eu já falei aqui) e que escondem essas lojas bacanas.

Uma que eu amei mais do que tudo na vida, é a loja “A Vida Portuguesa“, mas o detalhe é que não são só coisas típicas, são coisas típicas antigas e lindasmaravilhosas. Cada detalhe da loja foi super bem pensado e a disposição dos produtos é perfeita.

As embalagens são fantásticas, principalmente as dos sabonetes – que ainda não sei dizer se são bons também, porque ainda não usei o que comprei – e dos cremes. É tudo lindo e obviamente o preço não muito. Tem caixa de 3 sabonetes por 88 euros! O corpo tem que valer ouro pra usar um desses, não?

Mas sem desespero, dá sim pra trazer alguma coisinha. Tem sabonete individual de 3,50, cadernos de 4 – será que comprei o meu pro scrapbook lá? – e chicletes “gorila” por 0,10.

Ao lado dessa loja que é a mais tradicional, tem uma nova loja do mesmo grupo com brinquedos vintage e umas coisas do gênero. O que achei mais legal de tudo foi a casa em si, porque é um casarão todo detonado e com paredes descascadas com um papel colado e chão de madeira e tudo meio jogado ao acaso. Tudo lindo demais.

Ainda por ali, na rua do Ferragial tem a Storytailors, uma marca de roupas lisboeta super interessante. Os preços são bem salgados, mas achei a proposta deles bem legal. É tudo meio pinupsexygirlydominatrix.

A entrada da loja não é nessa porta logo abaixo da placa, é na porta do lado ok? Falo isso porque eu achei que estava fechada, mas quando continuei a descer a rua, vi que a entrada era ao lado.

É tudo muito trabalhado, modelagens elaboradas e os tecidos diferentes.

Como fui no último dia de viagem e os preços eram mais salgados, obviamente eu não tinha mais dinheiro no meu cartão. Um dia antes eu gastei o que sobrou em outra coisa super legal que vou contar depois. He.

Baixa-Chiado | 01

16 jan

Baixa-Chiado. É por esta parada da linha azul/verde do metrô que vou começar a falar de Lisboa. Eu realmente gostei muito da capital Portuguesa, foi uma das viagens mais legais que fiz e inclusive foi a que comi melhor. Vou mostrar vááárias dicas legais de restaurante por aqui, mas ok, vamos voltar ao assunto principal deste post, a Baixa-Chiado.

Essa é uma região bem central e bem movimentada, toda a ação acontece ali, entre a Baixa e o Chiado – sim, porque são duas regiões distintas porém juntas.

Se você tiver a oportunidade de ficar hospedado por ali, hospede-se, senão simplesmente pegue o metrô e desça na estação de mesmo nome. Caso fique próximo, fique tranquilo, cidade européia normalmente é pequena e mapas são fáceis de entender e se localizar. Caso nada disso dê certo, pergunte. Em português é sempre mais fácil.

Se você sair pelo Chiado (na parada do metrô), vai estar na sensação já. Logo ali ao lado direito  tem a praça de Camões, atrás tem o café A Brasileira, super famoso e com a estátua de Fernando Pessoa – poeta português – ali pra você sentar e tirar uma foto, e seguindo pelo lado esquerdo tem uma rua ótima, a Garrett.

Detalhe que essas lojas e cafés típicos e antigos de Lisboa tem o nome no chão, na frente do estabelecimento, tipo assim ó:

Na Garrett tem loja ao lado de loja, e algumas dicas são imperdíveis, como o 4º andar da Benetton. O que tem lá? Tem uma segunda loja, digamos assim, da Fabrica – projeto B da Benetton – com um monte de coisas bacanérrimas e criativas. Vale a pena a visita, pois os produtos são um pouco carinhos.

No fim da rua tem um mini projeto de shopping, o Armazéns. Fui ali almoçar um dia, e tem opções bem boas e baratas, incluindo um restaurante brasileiro. Nesse mini shopping tem uma Fnac bem grande e uma Sport Zone.

Ali já é o cruzamento com outra rua bacana, a Do Carmo. Olhando de frente pro Armazéns, descer pelo lado esquerdo é bem mais interessante. É ali que tem nossa querida amiga H&M, a sorveteria Santini que falei essa semana aqui, a Muji, uma livraria bacana, lojas de souvenir, a menor loja de Lisboa – uma loja de luvas que entra apenas uma pessoa por vez – e um carrinho de fado, que boatos que há anos fica ali, no mesmo lugar, tocando fado para os pedestres.

No meio do caminho você TEM que que virar à esquerda na R. de Santa Justa até o Convento do Carmo. É uma mega subida, mas vale a pena:

Achei muito lindo esse convento que foi queimado e ficou assim, a céu aberto. A entrada custa 3,50 euros e é bom levar trocado, pois eles nunca tem. Eu e outro casal tivemos que ficar esperando na entrada para poder comprar com nossas notas de 10. ¬¬

Quando sair do convento, vai ver que tem uma mini entrada meio suspeita, mas não, ela não é suspeita. seguindo por ali você chega na parte de trás do convento que é tipo isso:

E já sai na parte de cima do elevador de Santa Justa, que teoricamente você tem que pegar uma mega fila e pagar para subir e ver a vista. Ali é free. Descobri essa ruazinha sem querer e fiquei feliz com minha descoberta.

 

Da esquerda para a direita: elevador de Santa Justa, a fila para entrar e a vista lá de cima

Passeie por ali com calma, olhando tudo e aproveitando cada momento. No final da rua do Carmo pegue a direita e logo ali estará a praça de Dom Pedro IV e seguindo pela lateral da praça, você logo vai ver a Estação do Rossio, que é lindíssima.

É dali que saem os trens para Sintra, um a cada 20 minutos, e não sei o que vocês acham, mas eles partem nos horários: 10h01 – 10h21 – 10h41 etc… Português? Não vou comentar.

Ainda tenho muita coisa pra contar dessa região toda, mas como o post já ficou bem grande, vou dividir. Pra ser sincera não sei em quantas partes ainda, pois quero contar tudo de tudo para não perderem nada, mas já digo que estou preparando posts de compras. Huhuhu.

Só na ginja

14 jan

Daí que Portugal não é só o país do vinho não… O Coqss do Viajão já postou aqui um circuito absurdo de bebidas em Lisboa, e comprovo pra vocês, de fato Lisboa é o point para beber. O Bairro Alto então, nem se fala! É bar ao lado de bar, e eu pude infelizmente acompanhar uma parte do circuito de bebidas deles, e sabe… foi tenso.

Eles contaram lá no blog de alguns bares e algumas bebidas malucas, tipo o cérebro que dá medo só de olhar:

Eles comentaram da Ginja também. Ahá, acharam que eu tinha escrito o título errado né? A Ginja é mais uma bebida típica de lá, precisamente de Óbidos – cidade que ainda vou falar aqui no blog -, e nada mais é do que um licor da fruta de mesmo nome, Ginja, similar à cereja.

É normal servirem com uma frutinha junto, mas não provei desta maneira, só comprei uma garrafa linda que tinha as frutas em cima.

Nós fomos em uma gelateria/café e tomamos em um copinho de chocolate clássico mesmo, purinha, sem gelo e limão como o Coqss tomou. É forte, beeem forte, mas muito gostosa.

Nessa sorveteria tinha sorvete de Ginja também (no caso é esse rosa/vermelho ali), mas não tem tanto gosto como a bebida em si. Mas é diferente pelo menos.

Em Óbidos tem um milhão e meio de lojinhas que vendem a bebida e derivações da mesma. Não vai ser difícil de encontrar não. Para provar um copinho o valor sai entre 1 e 1,50 euros e as garrafas grandes variam entre 10 e 15 euros. Não consegui tirar foto de nenhuma loja de Ginja, nenhuma deixou! Bobões!

Se for pra Portugal não deixe de trazer junto com o vinho do Porto uma garrafa de Ginja, hein?

Nazaré

14 jan

Uma das coisas que fiz lá em Portugal foi pegar um tour para algumas cidades pequenas e próximas. O que peguei levava a Fátima, Nazaré, ao Mosteiro da Batalha e a Óbidos. Vou falar de todos os lugares aqui, mas vou começar por Nazaré, sem motivo aparente, simplesmente escolhi essa para falar primeiro.

Não foi a minha preferida nem nada, mas olha essa vista:

Isso fica no alto da cidade, em uma parte mais histórica. Fomos com a van, então não sei informar como faz pra chegar tirando o funicular que só funciona no verão.

A guia nos contou que ali nessa praça central sempre tem mulheres vendendo artesanato que elas mesmas produzem e que todo mundo tira foto delas, pois usam trajes típicos da região. Esses trajes são 7 saias – 7 dias da semana, 7 cores do arco-íris e 7 virtudes – que dizem que era para proteger do frio. Na realidade no dia-a-dia elas já usam menos saias, só 4 – SÓ – mas nos dias festivos são as 7 e mais um monte de bijuterias e enfeites.

Outra coisa que eu achei engraçada/curiosa é que essas mulheres usam as saias sem roupa de baixo, e quando os turistas iam até lá elas levantavam as saias e mostravam tudo! Isso foi proibido pelas autoridades, mas convenhamos que não deve funcionar muito… sei lá.

Queria ter visto uma dessas para fotografar, mas não tinha nenhuma na praça. Inverno, frio, vento…

Aliás, a vista ali de cima é lindíssima mas o vento não. Meu Deus como ventava! Tenebroso. Não sei se no verão venta assim também, mas caso vá no inverno use cabelo preso. Dica preciosa para as leitoras, hein?

Na parte de cima na praça tem uma igreja, óbvio, porque Portugal é tipo Itália e Minas Gerais, a cada 2 passos uma igreja pra fotografar/visitar. Essa é bem pequena e lembra muito as de Minas, tirando os azulejos coloridos.

Quando você vai pra parte debaixo, vê esse paredão bonito que por acaso é o que tem a praça em cima.

A cidade em sim não tem nada de mais, é pequena, com ruas pequenas, casinhas simples e na beira da praia um monte de loja de souvenir. Paramos ali para almoçar e foi meio difícil achar restaurante aberto na hora do almoço (português? tirem suas conclusões) mas acabamos achando um ali perto da orla mesmo que por fora nem inspirava confiança:

Mas por dentro era uma graçinha e o dono era super simpático e atencioso. A comida estava bem gostosa, bem feita e a refeição com bebida saiu por 11 euros. Nem eu e nem a japa que estava comigo conseguimos comer tudo o que veio no prato, apesar de serem “individuais” com certeza dava para duas pessoas.

Não dá pra ver direito ali na foto, mas o nome do lugar é Rosa dos Ventos. Quem for e estiver com fome, eu recomendo!