Archive by Author

Buenos Aires #roteiro parte 4

27 jan

Por último no percurso pela capital argentina, o bairro da Recoleta. (dicas básicas aqui e os bairros de San Telmo e Microcentro e Palermo.

Recoleta

A parte mais famosona do bairro eu já falei sobre, o cemitério da Recoleta, onde a Evita e várias outras personalidades históricas da Argentina estão enterrados. Dá pra reservar umas duas horas para passear por ali, um pouco mais se você for maluco por arquitetura.

O cemitério fica bem pertinho do MNBA (Museo Nacional de Bellas Artes), então você pode seguir sua visita para lá. O museu fica aberto de terça a sexta das 12h30 as 20h30 e de sábado e domingo das 9h30 as 20h30. O melhor de tudo é que a entrada é gratuita! O acervo do museu é vasto, desde obras clássicas até arte contemporânea argentina, além de receber exposições temporárias.

Saindo do MNBA, pegue seu mapinha e siga caminho para Floralis Generica, não muito longe dali. Obra do arquiteto Eduardo Catalano, é uma construção enorme e linda, feita em aço e alumínio. As pétalas abrem e fecham dependendo da hora do dia. Tem um parque ao redor da flor e é um ótimo lugar para descansar antes de seguir batendo perna!

Seguindo toda vida (brinks, nem é tão longe) a rua que passa em frente a Floralis, você chega no MALBA (Museo de Arte Latinoamerico de Buenos Aires). A Anna falou um pouquinho dele aqui. De quarta a entrada é mais barata (10 pesos). Quando fui a maioria das exposições temporarias estavam fechadas, mas o museu em si é suuuper bonito e clean, com intervenções artisticas… É focado em arte moderna e entre as peças mais famosas do acervo estão o Abapuru, da Tarsila do Amaral e quadro do Siego Rivera e da Frida Khalo.

foto do site

foto por Pablo Reinoso

E por ultimo, o bairro mais moderninho de BsAs, Porto Madero. Pra falar a verdade esse foi o último que visitei e já estava exaaausta, então só passei (me arrastei) numa olhadela básica.

O bairro fica perto do porto, então tem toda aquela vibe de navios, guindastes de carga enormes, somado a uma paisagem que é exatamento o que você imagina do pampa gaucho. Isso porque no perímetro do parque é a Reserva Natural Costanera Sul, um parque enorme onde você pode fazer picnic, andar de bike e só passear de bobeira mesmo.

Várias pontes ligam uma parte a outra do bairro, sendo a mais chamativa delas a Puente de la Mujer, inaugurada em 2001. Do lado de lá da ponte ficam alguns restaurantes chiques da cidade. Do lado da cidade você acha opções um pouco mais baratas, inclusive alguns exemplares de cadeias de restaurantes bem americanos, como o Hooters e o TGI Friday.

E ai, ficou faltando algo de Buenos que você gostaria de saber?

Anúncios

Ali por Moinhos…

26 jan

Esses dias me delegaram a tarefa de acompanhar minha irmã até Porto Alegre, para fazer vestibular. Nunca tinha ido para lá (a conexão básica para Buenos Aires não conta), então bora fazer um turismo nacional.

Meus planos foram levemente frustrados pelo calor da cidade. Gente, como assim esse verão todo no sul do sul do país? Já tinham me dito que nessa época é quente, mas não quis acreditar. E não só quente, a cidade é muito úmida, então fica aquela sensação pegajosa de praia, sem a praia. Difícil.

Nos hospedamos em um hotel no bairro Moinhos de Vento, perto de onde seriam as provas, numa região bem bonitinha. Os hoteis por ali são um pouco mais caros, mas bem mais confortáveis pelo que consegui pesquisar. Se estiver curto de grana, melhor achar algo no centro… mas lá é mais feinho e perigoso. Moinhos é bem mais arrumado e fica bem pertinho do centro e dos pontos turísticos.

Chegamos a noite, então nossa primeira tentativa de passei foi na tarde seguinte. Como um dos parques da cidade ficava a algumas quadras do hotel, fomos a pé. E aí o drama do calor começou. Quase derreti, meu protetor solar se foi em meia hora e voltei com um queimão no rosto. Mortes e miragens a parte, o Parque Moinhos é bem simpático. Nada de mais, verdade, mas tem um lago bonitinho, uma área bem grande com brinquedos para crianças e umas sombras gostosas.

A maioria dos passeios que fizemos depois foram de taxi. Como Moinhos e perto do centro, a maioria ficou bem barato, não chegando a 10 reais. Se for dividir em grupo, super tranquilo e ninguém morre desidratado (ou de frio, porque no inverno é o inverso). Até o aeroporto é tranquilo, bem perto da cidade.

A cidade meio que morre no domingo, então fomos almoçar em um shopping, que é mais certeza. Recomendo a ida ao Shopping Total de lá… não exatamente pelas compras, porque é apinhado de lojinhas de tranqueiras, mas o prédio é um ponto turístico. Lá costumava ser uma cervejaria, construída em 1911 e que funcionou até os anos 90. A fachada foi preservada e restaurada. Nas laterais você ainda acha restaurantes, cafés, livrarias e umas lojinhas de lembrancinhas.

No geral achei PoA bem meiguinha. Deve ser mais agradável lá por março, quando o calor dá uma trégua, mas a cidade é bonita e as pessoas são super simpáticas!

Buenos Aires #roteiro parte 3

23 jan

Mais uma parte no nosso roteiro por Buenos Aires. Se você não viu os outros, dicas básicas aqui e os bairros de San Telmo e Microcentro aqui. Também restaurantes, tangos e o cemitério da Recoleta

Palermo

O bairro de Palermo é mais moderno do que os que já falamos até agora. Os prédios são mais recentes, mais limpinhos, o clima mais burguês. Adjacentes estão os bairros de Palermo Soho e Palermo Viejo, bem jovens e descolados. Lojinhas mudernas, vários cafés, e tudo bem mais contemporâneo do que San Telmo, por exemplo.

Palermo também é famoso pelos vários parques e áreas de lazer.

3 de Febraio

Esse parque é enorme, bem no centro de toda a área verde de Palermo. Os argentinos vem nos finais de semana e feriados fazer picnic por aqui. Ladeando você vai achar a Plaza Holanda, Plaza Jardines de Inverno, entre outras. É um grande complexo de parques – e acha perna para atravessá-los.

Hipodromo

Seguindo um pouco para cima, você encontra o Hipodromo Argentino de Palermo. A entrada é livre, a não ser na área VIP. Mas os meros mortais conseguem ver as corridas muito bem, pertinho da pista, e até fazer uma apostinha se quiser se aventurar. As corridas costumam ser de sexta, sábado e segunda, com algumas variações, é bom consultar o calendário do site oficial. Eu nunca tinha ido em um Hipodromo, achei bacana para conhecer. O lugar é muito bonito, bem imponente e a corrida… bem, é confusa e rápida. Mas os cavalos são lindos!

Dentro do prédio existe um cassino. Se você só vê senhores apostando na pista, é aqui que as mulheres deles preferem ficar, é cabelo branco a perder de vista nas máquinas caça-níquel. São vários andares, todos com escapa rolante, salas de roleta eletrônica, e muita luz piscando para todos os lados. O prédio em si é muito bonito, pena que não consegui tirar nenhuma foto. Vale dar uma voltinha, perder dois pesos em algum jogo ininteligível e continuar seu passeio.

Zoologico

Ao lado do Jardim Botânico está o Zoológico de Buenos Aires. Eu tenho sentimentos mistos quanto a zoológicos, mas vez ou outra acabo indo. O de Buenos Aires não é o mais moderno, mas é bem cuidado e os animais parecem saudáveis. Você pode comprar uma comida especial para dar para alguns dos mais dóceis, inclusive alguns muito simpáticos que ficam soltos pelo parque.

O ingresso vai de 15 a 22 pesos, dependendo do tipo.

Jardim Japonês

Do outro lado do zoologico fica o Jardim Japonês. Você paga por volta de 8 pesos para entrar e, se quiser, eles tem guias em espanhol e inglês em alguns horários do dia. É um grande jardim de paisagismo niponico, muito bem mantido pela fundação Cultural Argentino-Japonesa.

Não é o passeio mais importante do mundo, mas se você estiver por perto e tiver um tempinho, rende fotos bonitas.

Dia da maioridade

10 jan

Há um tempão atrás, em 2003, eu passei um tempinho no Japão. Depois vou escrever mais sobre as cidades que visitei, as peculiaridades da viagem… agora eu queria falar que um feriado que aconteceu enquanto eu estava lá e cai, tadan, hoje!

(já aviso que todas as minhas fotos do Japão são meio estranhas… meu eu de 15 anos não tinha muito dotes fotograficos e essa primeira leva de cameras digitais não colaboravam. triste!)

Na segunda segunda-feira de janeiro os japoneses comemoram o Seijin no hi, que é o Dia da Maioridade. As pessoas que fazem 20 anos comemoram sua entrada na vida adulta… já pode votar, beber, fumar, aquela coisa toda. Nesse dia são celebrações pelas cidades, festas, discursos, e as garotas desfilam pelas ruas com furisode, que são quimonos de inverno com mangas compridas, muuuuito bonitos, bem elaborados.

Esses quimonos podem chegar a custar 10.000 dolares. Se for só pra alugar pelo dia, 1.000 dolares. Oi? No alugel vem incluso a ajuda pra colocar a roupa que, acreditem, é necessária. São muitas camadas muitas faixas, muitos apertos. Digo isso por experiência, a família que me hospedava insistiu em me vestir com um pra tirar fotos.

(quinze anos gente, dá um desconto!)

Mas a parte maaais legal é que nessa época estavam acontecendo vários festivais de pipa. Eu não tenho certeza se eles eram relacionados. Lembro de me dizerem que a parte dos meninos no festival, mas não achei referência disso em nenhum lugar. E era bem difícil de entender algumas coisas, eles não falavam ingles muito bem. Se algum expert em Japão souber me dizer qual festival de pipar acontece no começo de janeiro, fico grata!

A coisa é que estavam passando várias filmagens nos noticiários sobre o pessoal soltando vários papagaios (há) e nos levaram (os intercambistas) aprender a montar e soltar. Parece programa de índio, mas foi muito legal, nunca tinha feito uma pipa dessas profissas, muito menos conseguido fazer elas voarem.

Então esse foi o mágico Dia da Maioridade para mim, quando soltei minha primeira pipa em frente ao castelo de Himeji. Que coisa, né?

Japão

26 dez

Há um tempão atrás, lá em 2003, eu fui para o Japão. Foi minha primeira viagem internacional, duas semanas, toda aquela emoção. Era um intercâmbio cultural organizado pelo Positivo (até hoje rola, se não me engano) e, apesar de curta, foi uma experiência muito legal, principalmente a parte de ficar na casa de uma família e vivenciar a rotina deles.

Procurei pela internet, mas não achei muita informação sobre outros intercâmbio do gênero, mas Rotary e outras instituições desse cunho devem ter programas parecidos. O nosso era uma parceria com a prefeitura de Himeji, cidade-irmã de Curitiba, que fica em Hyogo, perto de Osaka e Kyoto. Um grupo de alunos daqui ia para lá e ficava na casa de uma família e, no semestre seguinte, o adolescente anfitrião da familia de lá vinha para cá e ficava na casa de outra família que, seis meses depois etc, etc… Por isso não posso dar muitas dicas sobre o visto, o nosso foi providenciado pelo colégio, bem tranquilo.

A minha família era ótima, muito parecida com a minha daqui em personalidade. Eram duas irmãs e um irmão e os pais. As meninas falavam um pouco de inglês, mas a comunicação geral era um misto de japonês/inglês/português/mímica/desenho. Na viagem inteira encontrei um punhadinho mínimo de gente que falava inglês bem, então vá preparado e com paciência. Em compensação os japoneses costumam ser muito hospitaleiro, cordiais e genuinamente interessados em você, principalmente os jovens. Se você é loiro ou tem olhos claros, vai causar furor entre as adolescentes, certeza. Ah, eles vão te obrigar a fazer paz amor em todas as fotos, é difícil escapar!

É claro que nem todo mundo teve sorte… algumas pessoas ficaram em casas onde as pessoas não falavam nada inglês ou passavam o dia inteiro fora. Se você planeja fazer um intercâmbio desse tipo, para qualquer país que seja, isso é um imprevisto que pode acontecer. Por isso é importante estar confiante com sua agência de viagem, para poder dizer “não gostei desse pessoal” e ser realocado para outra família. No nosso caso tudo deu certo no final, eba!

Curiosidades da vida doméstica:

As casas que visitei não eram minúsculas como esperava, mas eram atoladas de tranqueiras. Para todos os lados, de todos os tipos. Para poupar espaço, as escadas são muito ingrimes, o que me rendeu vários hematomas no joelho.

A mesa da sala era baixinha, então ficavamos sentados no chão, com as pernas cobertas por um pano que fecha as laterais. No centro tem um aquecedor para manter as patinhas quentinhas no inverno absurdo de lá.

Agora que consegui recuperar minhas fotos (por um momento de pânico achei que as tinha perdido em um erro de backup), faço mais uns posts niponicos. O grande ponto turistico da cidade: o Castelo de Himeji, em breve!

Festival de Luzes de Lyon

13 dez

Gente, olha que legal essas projeções em Lyon:

Se está apressado, olha nos trechos 4:30 e 8:15, são os mais legais. Sério, fantástico!

Faz parte do Fête des Lumiéres, tradicional festa da cidade que dura quatro dias. Esse ano foi do dia 8 ao 11, acabou agorinha…. Foram umas 30 instalações desse tipo em toda a cidade, uma mais bonita que a outra. Nunca tinha dado muita bola pra Lyon, mas nossa… que vontade de conhecer!

Já aconteceram algumas projeções desse tipo em São Paulo, mas nada tão fenomenal. Essa aqui é no MASP… esse foi o melhor vídeo que achei, pensa que ficam esses caminhões passeando na frente.

Fontana de Trevi

13 dez

A Anna falou esses dias sobre as praças  de Roma (amor!) e me lembrei que tenho algumas fotos e videos da Fontana di Trevi a noite. Ela é linda em qualquer horário e, em qualquer horário, vai estar cercada de turistas e camelôs. O barulhos esquisito no fundo do video é um camelô vendendo algo similar a um mini fogo de artifício. Vai entender!

A fontana, como a maioria das fontes de Roma, marca o final de um aqueduto que abastecia a cidade lá antiquamente, o Aqua Virgo. As estátuas foram feitas durante vários séculos, por vários escultores…. só foi terminada lá por 1760, com 26 metros de altura por 20 de altura.

Sabe as lendas, né? Jogar uma moeda na fonte te garante voltar a Roma um dia. Aí tem oooutras versões. Jogar duas moedas traz um novo amor e três, casamento ou divórcio. Também dizem que jogar as moedas com a mão direita por cima do seu ombro esquerdo traz sorte. Vai saber, né? Pelo que dizem são jogados quase 3.000 euros todos os dias na fonte e eles são recolhidos todos os dias e doados para Caritas, uma organização de caridade que usa o dinheiro para subsidiar comida e roupas para os necessitados de Roma.

 

Ah, aproveite e passe na gelateria San Crispino, ali pertinho na Via della Panetteria. É uma das melhores de Roma!