#Fail: tentando dirigir em Milão

12 jan

Esse foi um momento fail clááássico que gerou várias peripécias em Milão. Ok que já conhecíamos a cidade – a pé – e que sempre andávamos por lá – no centro – e tal. E um belo dia resolvemos alugar um carro para ir até Cinque Terre (essa idéia foi fail também, porque é uma merda ir de carro até lá, vide o post de ali).

Para alugar o carro, fomos até o aeroporto de Linate, que era o único lugar (isso me falaram né, não sei se procede) que dava pra alugar carro barato, e apesar de ser “aeroporto” esse é bem pertinho do centro, algo em torno de 15 minutos de ônibus, que você pega na praça da parada Montenapoleone da linha do metrô.

Tá, na verdade essa história toda tem 5 momentos fail. CINCO! A primeira parte tem três já de cara:

# 1: os amigos que foram alugar o carro não sabiam que só maiores de 21 podiam preencher o requisito. Foram até lá e voltaram de mãos abanando pedindo para eu e mais um outro amigo irmos lá para alugar.

# 2: fui com eles lá e – não me pergunte como – na hora de voltar, os dois que já tinham ido e voltado do aeroporto, pegaram o ônibus no sentido contrário pra voltar pra casa. Quanta alegria. Quanta alegria ir para no meio do nada, 23h no frio.

# 3: esse é o grande trunfo, voltar do aeroporto, de noite, sem mapa. Não sabíamos como voltar pra casa, simplesmente. Aí nos perdemos, tivemos que perguntar pra um senhor em que lado nós estávamos e obviamente estávamos do lado oposto da nossa residência. Fomos seguindo desiludidos até chegarmos finalmente ao centro e, para conseguir chegar em casa seguimos o tram que nos levava sempre pra lá.

Sabe o que é pior? Eu SEMPRE andava com o mapa na bolsa. Sempre sempre. Nesse dia, sei lá porquê, eu tirei da bolsa. E ninguém mais tinha um… nenhuma das outras 7 pessoas tinha um. Sete pessoas, zero mapas.

Mas ok, passado tudo isso, viajamos, nos divertimos, levamos mil coisas, comida, coberta, travesseiro (dormimos no carro), casacos e tudo o mais que tínhamos direito. Isso significa que…

# 4: burrice total. Levamos mil coisas porque saímos de casa com carro, mas quando voltamos fomos direto devolver no aeroporto. Resultado: voltar com toda a tralha de ônibus. Genial, né?

A viagem acabou, nos divertimos muito apesar de toda a dificuldade inicial e visitamos um lugar super lindo. Um ano depois, eu estava em casa aqui no Brasil toda tranquila e quando chegaram as correspondências tinha uma carta italiana pra mim. Achei estranho e fui abrir logo pra ver o que era.

# 5: desfecho da viagem = uma multa! Quanta marotice não? Aquela brincadeira de se perder no centro nos rendeu uma multa porque só carros autorizados podem entrar no perímetro. Na hora que passamos pelo centro lembramos disso, mas né, era necessário. Como não chegou multa no mês seguinte, achamos que o carro estava liberado. A-ham. Ilusão. Não era eu que estava dirigindo, mas o carro estava no meu nome. No final, os 4 que estavam no carro dividiram a multa, que era de 107 euros.

 

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