Arquivo | novembro, 2010

Coliseu

30 nov

Só porque eu estou lendo “Comer, Rezar, Amar” e estou na parte da Itália ainda, vou falar sobre o Coliseu, este espetáculo imperdível.

falei um pouquinho sobre a cidade aqui, mas tem tanta coisa legal pra falar da capital, que um post único ficaria gigantesco! Por isso estou contando em partes.

O Coliseu tem um nome sugestivo em italiano: Colosseo. Tipo colossal, enormesco, absurdesco. Acho que faz juz ao nome, porque é muito grande mesmo.

Estar ali é uma sensação única, de ficar imaginando tudo o que acontecia ali, todas as pessoas que passaram por ali, tanto na arquibancada quanto na arena lutando. Devia ser muito tenso assistir isso, não sei se aguentaria.

O legal é que como ele está meio destruído por causa do tempo, o chão da arena quase não existe e você consegue ver as câmaras lá debaixo, onde ficavam as feras e os gladiadores. Na real acho que até rolava um labirinto do terror ali, apesar das pessoas não conseguirem ver porque era debaixo da terra.

Essa cultura que eles tinham é algo muito além do que podemos imaginar né? Enquanto programamos um cinema para assistir o novo filme do Harry Potter, eles marcavam uma sessão de muita matança, sangue e morte na arena. Já pensou que cabiam 50 mil pessoas lá dentro? E sabe o que mais, parece um estádio de futebol. As várias entradas, as escadas para arquibancadas, os corredores no meio… juro que parece, só que tudo feito de pedra e com degraus bem mais altos e difíceis.

Algumas áreas são restritas por não serem mais tão seguras. Mas isso não estraga a visita não!

Inclusive, lá dentro tem o queee? Lojinha! Haha. Quem não ama? Então, tem coisas bem legais e inclusive foi lá que comprei meu caderninho para fazer aqueles scrapbooks que faço sempre, lembra? O meu preferido de todos é esse, cujo caderninho comprei na loja do Coliseu.

Agora o mais importante, valores. Quando fui, estudava na Itália e tinha carteirinha feliz de estudante. Não paguei para entrar, mas meus pais pagaram 11 euros cada um. Não é tão caro assim. Vale muito a pena.

E a visão mais bonita do Coliseu foi a noturna. Iluminado fica ainda mais imponente e grandioso. Ainda mais com fogos de artifício de Ano Novo no fundo. Nunca vou esquecer da vista!

coliseu a noite

 

Fe

Aproveitei para invadir o post da Anna e colocar umas dicas!

O Coliseu fica bem no centro de Roma, bem facinho de chegar. Tem até uma para do metro batizada com o nome dele, então é tranquilo. Agora, a parte chata… como tudo legal na Italia, ele vem acompanhado de filas imensas, principalmente na alta temporada. Mas, alegria, existem alguns truques para que você não perca o seu precioso tempo de viagem.

Uma atualização dos preços… o ingresso para as três atrações do local (o Coliseu, o Forum Romano e o Palatine Hill) está em 13 euros e o com guia de audio 17 euros. Os ingressos tem validade por dois dias e cidadões da união europeia tem descontos.

Para começar vale aquele conselho amigo de sempre: podendo, compre seus tickets online. Aqui você encontra os ingressos online. Você pode imprimir em casa ou retirar no local, na fila que diz “With reservations”. Outra possibilidade é pagar um pouquinho mais e comprar um ingresso com guia de audio, boatos que a fila é bem, bem menor.

Uma terceira opção, a que eu usei, é começar o passeio pelo caminho inverso. Na outra extremidade do parque existe uma entrada para o Palatine Hill… lá é mais escondido, não é tão evidenciado nos mapas (leia-se me perdi um pouco pra achar), então é bem mais vazio. Ai você compra seu combo e pampam, corta fila lá na frente no Coliseu.

Se você gostar de arquiologia, é um prato cheio visitar as três atrações. É um passeio cansativo, o lugar é enorme. É muito quente no verão e não tem muita sombras (oi pompeia!), mas tem fontes em vários pontos, dá pra se reabastecer de água. Nessa parte, em especial, o guia de audio pode vir a calhar… meio dificil saber o que são as ruínas do Forum sem ajuda.

Seguindo o caminho principal, que é a chamada Via Sacra, você chega no Coliseu, lá na outra ponta. Olha como ele é legal por dentro:

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Mercado Municipal

28 nov

Sabe uma coisa engraçada de se visitar? Mercado Municipal. É impressionante como em quase todas as cidades, principalmente as da América do Sul, um dos pontos a se visitar, é o mercado municipal da cidade.

Eu particularmente acho um-saco ir ao mercado, de qualquer tipo, de qualquer cidade, de qualquer país!! E sempre TENHO que ir. Ok, não sou efetivamente obrigada (bom, em alguns casos sim né, se você está com outras pessoas que querem ir ou se está em excursão), mas sempre bate aquela coisa “vou conhecer né, dizem que isso, isso e aquilo… e vai que é legal mesmo…”. Sabe quantos mercados eu achei legais mesmo? DOIS!

Veja bem, não quero desencorajar ninguém a visitá-los, mas como este blog não serve apenas para te ajudar a montar suas viagens e sim para contar experiências pessoais de viagem e opiniões sobre cada lugar visitado, achei válido fazer um protesto.

Considere este um pseudo “Comparando”, mas meio indignado, tá? Quer saber quais eu gostei de verdade verdadeira?? Guadalajara e Londres – bom, nem sei se esse de Londres conta como mercado municipal, mas ele é tipo feirinha-mercado, então vou incluir na categoria.

O de Guadalajara é absurdo. É o maior da América Latina, tá bom pra você? Ele é grande mesmo e tem de tudo, não só comidas tipo peixes fedidos, típicos de mercados municipais, e frutas. Lá você encontra artesanato que não para mais, e tudo com preços muito amigáveis. Inclusive é lá que você vai poder comprar sombreros lindos, bem feitos e baratíssimos. Lá é o ponto para essa compra, tá?

Além dos sombreros, tem as máscaras de lucha libre, comidas típicas, pimentas de todos os tipos, ponchos, roupas bordadas, arte em madeira, etc.

Porém, a parte de cima que tem meio que uma praça de alimentação, é meio nojenta. Suja, velha, suspeita. Eu não comeria lá.

É a vibe Mercado Municipal… gentarada, coisarada, comidarada, tranqueirada….

O que fui em Londres era mais fino um pouco, lugar muito legal para comprar comidinhas diferentes e chás especiais. E era perto do Natal, então estava tudo arrumadinho e lindeza total.

E como eu falei bem de dois mercados neste post, vou deixar para dar as estrelas vermelhas para os outros só em outro post.

Hoje ficam os estrelas douradas só!!

Dicas!

26 nov

Ok, eu também estou correndo com várias coisas esse mês (nada como procrastinar até o último prazo!), mas logo coloco coisas prometidas aqui.

Enquanto isso queria umas dicas de vocês, pessoinhas!

Vou para Porto Alegre daqui algum tempo e já quero me programar. Vou ficar uns 4 dias na cidade, acompanhando minha irmã que vai fazer vestibular.

Alguém tem dicas de hoteis bons e não muito caros? E o que fazer na cidade? Não conheço nada por lá, quais são os must-see? As pessoas são amigáveis, vão ser legais comigo?

Agradeço desde já a compreensão. Câmbio.

Turista: Rafa Grochewski

26 nov

Não falei que ia ter post exótico aqui no blog? Hááá, então, hoje a minha amiga de faculdade e de viagem vai falar sobre nada mais, nada menos que CAMBODIA!!

Ela é a única pessoa que eu conheço que já esteve lá. Sem contar, é claaaro, com o cambojano que conheci quando estava no México e que era super gente boa.

A Rafa ficou um tempão lá na Ásia e foi para todos esses lugares exóticos e malucos e eu vou fazer ela contar mais coisas aqui no blog mais pra frente. Porém, ela tem um blog com as experiências que viveu quando morava em Bangladesh (exóticooooo) e você pode entrar e ler toda a estória na íntegra.

Vou parar de enrolar e colocar o que ela escreveu pra vocês:

“A Asia é um continente incrivel! Possui uma diversidade cultural gigantesca, e o que você ve naquele lado do mundo, é muitas vezes, indescritível. A Ásia é desafiadora, precisa ser explorada e isso depende muito do quão aventureiro é o seu espírito.

Visitei o Cambodia por apenas 3 dias (apenas 3 dias, porque eu peguei dengue e tive que voltar pra Bangkok. Mas não se assustem, eu fui a única pessoa que pegou dengue de todo mundo que eu conheci e provável que tenha sido picada na Tailandia). Saí de Bangkok em uma van alugada com destino a cidade de Siem Riep. A cidade é próxima a Angkor Wat, que é a maior estrutura religiosa no mundo (segundo o Lonely Planet), ou seja, é um parque histórico de templos datados do século XI e XII. Naquela época, o Reino no Cambodia (sim, é um Reino, até hoje!) possuiu reis hindus e budistas e os templos são uma mescla das religiões. Possuem imagens da cultura hindu e centenas de imagens de budas. Cada templo foi construído com a finalidade de homenagiar alguém. Não lembro de todos, mas lembro de um, que o rei da época construiu pra mãe dele!

Pode decidir por ingressos de 1, 3 e 7 dias que custam entre 40 e 60 dolares. Compramos ingresso para 3 dias, mas eu visitei apenas 2 dias, porque no terceiro dia a febre me pegou! O ingresso tem a sua foto e para entrar nos templos principais sempre é necessário mostrar o ticket, então é melhor deixar num bolso fácil.

O parque fica longe da cidade, eu e a Melissa, minha amiga americana, alugamos um tuk-tuk. Uma motocicleta que puxa um pequeno carrinho com espaco para duas pessoas, mas que cabem 4 pessoas apertadinhas. Dividimos o valor, cerca de 12 dolares por dia, com duas meninas francesas que conhecmos no hostel. Também tem gente que prefere conhecer Angkor Wat de bicicleta, aí depende da forma física de cada um. O calor daqueles dias, fez a gente optar pelo tuk-tuk. Para conseguir um tuk-tuk é fácil, mas é preciso negociar, como em toda a Ásia. Existe também muitos hostels que tem tuk-tuks proprios, que te atormentam no hostel, falando que tem o melhor preço e blá, blá, blá. Dúvide. Na verdade, acho que praqueles lados, você precisa duvidar de tudo. Eu e a Melissa negociamos com um tuk-tuk-driver do hostel, e um aleatório na rua, e com o segundo o preço foi mais amigo.

A cidade de Siem Riep é totalmente turistica, e a moeda que circula é dólar americano. Eu saquei dinheiro num ATM, e saquei dólar, todo mundo aceita dólar. A moeda local, que não vale nada, praticamente, é usada como moedas. Por exemplo, se voce gasta U$2,50, e paga com U$ 3, como não existe moeda de 0,50 centavos de dólar, o troco é na moeda local. U$1 = 5000 riels, então nesse caso, voce receberia o troco em notas de riels. Confuso? Logo logo acostuma… Siem Riep é legal, lotado de turistas, pois a economia da cidade gira em torno de Angkor Wat, tem uma área da cidade com restaurantes legais e baratos. (Não que seja um grande diferencial, pois a Ásia é barata!) O hostel que ficamos, foi “indicado” pelo nosso tuk-tuk driver, que depois descobrimos que trabalhava no hostel! (quanta coincidencia…), a Melissa negociou (ela era ótima em negociar!) e pagamos 8 doláres por dia um quarto para 2 pessoas, 10 dólares era com ar condicionado.

Queria ter conhecido mais do Cambodia. Mas eu e a Melissa, decidimos voltar pra Bangkok e ir pro hospital. No Cambodia não sabia que tinha dengue, eu só não me conformava porque a febre insistia em nao abaixar… hehe. Mas, mesmo assim, valeu!”

Ok, tirando a parte da dengue – que nada mais é do que mais uma estória pra contar – , a viagem parece ser bem interessante né? Eu queria muito conhecer toda a Ásia, e Cambodia nunca esteve na minha lista de prioridades, até ver as fotos da Rafa.

 

6h em Parma

25 nov

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Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos leitores deste bloguinho pela falta de posts diários e dos posts-guia detalhadinhos.

Infelizmente não estou conseguindo dar conta de tudo o que tenho pra fazer e consequentemente acabo deixando o blog por último na lista de afazeres diários. Porém, contudo, todavia, acredito que a partir de 4 de dezembro consiga ter mais tempo para fazer posts mais decentes e completos.

Não desistam! Sejam firmes e fortes, tanto porque temos mil novidades para compartilhar!!

Como diria Transportes Aéreos Marília, pela atenção, obrigada.

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Segundamente, voltamos à programação normal e vou contar um pouquinho de Parma, tanto porque fiquei 6h apenas na cidade.

Não fui fazer turismo propriamente dito, fomos apenas passar um dia de sol em uma cidade próxima de Milão. A princípio íamos de carro até lá, e por isso acordamos cedo para alugar e tudo o mais. Mas olha que legal, os meninos que foram alugar o carro, não tinham a idade mínima para alugar carro na Itália (acima de 21) e daí não rolou!

Mas não desistimos do passeio programado e fomos de trem, depois do almoço, já que era o horário que a trenitalia oferecia para nós mortais. Nos divertimos bastante no trem inclusive, fizemos vários videos, os quais infelizmente não poderei mostrar aqui. Não por vergonha ou por outra coisa, mas lembra que eu contei no twitter que um dos meus dvds de fotos estragou? E que não consigo abrir de jeito nenhum? Então, neste dvd estão as fotos de Parma (cara feliz) e muitas outras. Ok, pelo menos tem o google para me fornecer imagens.

Parma é uma cidade gracinha com parques lindos e ótimos para passar a tarde deitado fazendo nada. Juro que a única coisa que fizémos lá foi tomar um sorvete em formato de rosa – lindo e que eu tinha uma foto pra mostrar – e deitamos em 2 parques diferentes, de pernas pro ar, só observando os italianos.

O único que vimos efetivamente em Parma foi o Duomo, clássico ponto turístico italiano, o Palazzo della Pilotta com o Teatro Farnese – que tem um jardim incrível e foi um dos lugares que ficamos curtindo – e só!

Antes de voltar passamos pela Ponte di Mezzo. Nada mais, nada menos do que uma ponte, com uma vista bonita da cidade italiana, mas o riozinho ali embaixo é meio eca, confesso. Eu procurei uma foto bonita pra por, assim não deixo ninguém tristinho.

Só pra constar, o sorvete em formato de rosa fica em uma rua beeeem pertinho do Duomo, meio que na esquina. Indo em direção à igreja, é uma rua antes, à direita. Não deixe de ir porfavooooooooor! É lindo.

Além dos parques deliciosos e do sorvete bonito, Parma tem uma infinidade de coisas pra fazer e muita coisa boa pra comer principalmente. E sabe o que? Não se preocupe se não dei muitas informações aqui, pois ano que vem terei uma correspondente internacional diretamente de Parma pra contar mais detalhes imperdíveis neste bloguinho, né dona Carolina??

Deixo aqui um mapinha da cidade pra vocês.

Momento Nostalgia

24 nov

Estava aqui trabalhando e vendo umas fotos para minha amiga querida da Euro Import, e me deu A nostalgia de Venezia.

Meu coração bate mais forte quando vejo, penso, falo de alguns lugares que conheci. Venezia é um desles. Mas me diga, tem como NÃO amar essa cidade?

Tem como não se impressionar com a arquitetura, com os canais e os vaporettos, com a água tomando conta de tudo, com as máscaras, com a língua, com os objetos de Murano, com TUDO?

Hoje é só isso. Quis compartilhar este momento.

Sorrento

22 nov

Já que está calor e o clima está pra praia, vou falar sobre Sorrento hoje.

Nunca tinha ouvido falar até chegar por lá, na Costa Amalfitana, do ladinho de Napoli. Pra quem nunca ouviu falar nem na Costa Amalfitana, eu te conto que é uma costa (dã, jura?) na Província de Palermo e é Patrimônio da Unesco, assim como 98% da Itália, já perceberam isso?

Ela compreende as comunas de Vietri Sul Mare, Cetara, Tramonti, Maiori, Minori, Ravello, Scala, Atrani, Amalfi (vou falar depois aqui no blog), Conca dei Marini, Furore, Praiano e Positano.

Sorrento não faz paaarte da Costa, mas como é ali do ladinho, todo mundo considera que faz parte sim! E E a vista lá é absurda.

Dá pra pegar um ônibus que sai de Napoli e faz todas essas cidadezinhas. Olha, dica: é curva atrás de curva e é bem enjoativo. Eu quase morri! E o pior é que você quer ficar olhando pra janela pra ver a paisagem e daí enjoa mais ainda. E claro que é ônibus bem rebinha que te leva, é bem baratinho, tipo 6 euros.

A cidade é pequenininha, não tem hiper pontos turísticos, ela mesma já se basta.

Tem uma praia bacana, com um mar lindo – tipo Capri – e ruas estreitas cheias de lojinhas e barraquinhas com coisas para turistas, chás e comidas.

É um passeio muito gostoso de fazer, passear por ali, ver a paisagem, comprar umas bugigangas, passar um mega calor – porque lá é bem quente – e ficar de bobeira. Se estiver no sul da Itália e puder conhecer a Costa Amalfitana, não perca!!