Work in USA + Vail

13 set

Oi gentemmm! Voltei!! Bom, enquanto eu preparo os posts de NY (serão muitos, acreditem!), a Gabi faz uma participação no blog e fala da experiência de trabalho em Vail!

Olha só:

“Olá leitores do Finestrino! Hoje sou eu, Gabriela, quem vai relatar uma experiência de viagem aqui no blog.

No final de 2008/começo de 2009 fiz um intercâmbio em Vail, USA. Para quem não sabe, o “Work and Travel” é um intercâmbio de trabalho remunerado para estudantes (de graduação e até pós), realizado no período das férias de final de ano da faculdade. Então é assim que funciona: você trabalha em uma empresa americana por até 3 meses, exercendo funções básicas, e no final tem direito a mais 1 mês de turismo, caso deseje. Fiquei pensando em como resumir a história toda, desde quando decidi fazer o intercâmbio, até a volta, mas percebi que vou precisar mesmo cortar vários detalhes, do contrário eu me estenderia demais.

Quando resolvi fazer o intercâmbio, procurei uma agência de viagens, a STB. Foram eles que intermediaram toda a situação, inclusive com o empregador. Paguei uma taxa por isso, mas posso garantir que assim foi muito mais tranquilo e seguro do que ir por conta própria (sim, existe essa opção), ainda mais naquela época, em plena crise. Depois que contratei os serviços da agência, foram meses e meses de idas e vindas, pagando taxas diversas e assinando documentos.

O visto para esse tipo de programa é chamado J1, e tem a duração apenas do período de trabalho (mais um mês de turismo, como já falei). Para tirá-lo, fui até São Paulo, em excursão com os outros wannabe intercambistas. O risco de não conseguir esse visto é o mesmo (ou até maior) de qualquer outra viagem. Mas antes disso, participei de uma job fair, organizada pela agência, que foi quando eu consegui meu emprego. Havia uma lista de empregadores, e era possível se candidatar a uma entrevista com até 3 deles, por ordem de preferência. Caso não fosse contratado na primeira, ia para a segunda, e aí por diante. Fui admitida pelo City Market, minha primeira opção, uma franquia de uma rede de supermercados, localizada em Vail, no Colorado. A entrevista foi em inglês, mas tranquila. Escolhi essa empresa principalmente porque pagava o melhor salário, $11,50/h. Assim eu poderia juntar dinheiro e viajar no final.

Enfim, em dezembro de 2008 cheguei ao meu destino! Vail é uma cidadezinha turística muito procurada por esquiadores. O inverno é a alta temporada, quando a cidade lota. As montanhas são o grande atrativo, e, de verdade, formam uma paisagem superbonita. É caro esquiar lá (se não me engano o ski pass para a temporada era em torno de $800), mas existe a opção de alugar roupas e equipamento por um dia e se aventurar em uma montanha free, que obviamente não é tão radical. Nessa época há várias opções de bares e lugares legais pra sair, porque muitos dos turistas são jovens (além do grande número de intercambistas!).

Inicialmente minha acomodação era um desses moteis americanos, que foi a única coisa que conseguimos, eu e os outros intercambistas que iriam trabalhar na mesma empresa. Nem a agência, nem o empregador providenciavam moradia. Depois de quase morrer em um lugar sujo, mal frequentado e assombrado, conseguimos alugar uma casa em uma cidade próxima a Vail, chamada Eagle. Mas ainda não contei sobre o trabalho.

Quando cheguei à cidade (antes disso, fiquei uns dias em Denver para requisitar o Social Security, que é o documento que oficializa a sua permissão para trabalhar no país), fui até o City Market, preenchi 4385734893 papeis, fiz teste de drogas, e finalmente comecei a trabalhar. O gerente me colocou como operadora de caixa, o que achei ótimo, pois assim praticaria de verdade a língua (não se iludam, se você não for recrutado para trabalhar diretamente com o público, seu inglês vai voltar como foi). É realmente difícil estar nessa função. Havia 1 bilhão de códigos de frutas, legumes e afins para decorar, mais trocentos tipos de operações da máquina para entender, sem contar os infinitos clientes impacientes diante de uma inciante (e estrangeira!). Mas depois de umas semanas já estava adaptada ao meu trabalho e à vida lá. O começo não é fácil mesmo. Ah! Acho importante contar rapidinho sobre o funcionamento do emprego. Não existia sábado, domingo ou feriado. Todo dia era dia de trabalho. Passei a virada do ano novo no ônibus, tinha acabado de sair do mercado. Depois de um tempo você acostuma, e até prefere não ter day off, porque quanto mais horas trabalhando, mais dinheiro você faz. O pagamento vinha de semana em semana, o que é beeem bom (ninguém chega no fim do mês quebrado).

Passados os três meses, tinha dinheiro suficiente para conhecer alguns lugares e ainda comprar coisinhas. Eu fui bastante econômica, durante o período de trabalho, só gastava o essencial. Mesmo. Aí pude viajar com os amigos que fiz lá (e essa é a melhor parte, os amigos, a diversão) para Las Vegas, Grand Canyon, Nova York e Chicago.

Não há quem não goste desse tipo de intercâmbio. Se souber aproveitar o melhor de cada lugar, de cada pessoa, de cada situação, as coisas realmente se tornam divertidas e interessantes. Há vários empregadores em todo o país recrutando esse tipo de intercambista. Portanto, escolha a melhor opção pra você, pensando nos seus objetivos, e com certeza será uma experiência bacana!”

E aí? Não é uma boa opção pra viajar sem gastar muito? Afinal você vai ganhando e gastando, ganhando e gastando….

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6 Respostas to “Work in USA + Vail”

  1. caju 13/09/2010 às 14:00 #

    que marota sua cara, hahaha!

  2. Bruno 13/09/2010 às 15:28 #

    A Gábi é muito fofinha.

  3. Cris S. 30/10/2010 às 22:12 #

    Oi Ana!!

    Você poderia me passar o contato da Gabi? Estou indo para Vail, Colorado em dezembro e gostaria muito de tirar umas dúvidas!

    Obrigada pela ajuda! Teu blog é o máximo!

    Bjs,

    Cris

    • Anna 31/10/2010 às 11:50 #

      Oi Cris!

      Passei teu contato para a Gábi ok?
      Mas de qualquer forma te passo o dela também: gabidantur@gmail.com

      Beijos e boa viagem pra você!

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  1. Grand Canyon « Finestrino - 25/02/2011

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